HARAS SOUSA VAZ

Com apenas seis anos no mercado, o Haras Sousa Vaz tem ganhado cada vez mais destaque no cenário do Mangalarga Marchador pela forma contemporânea aplicada na condução dos trabalhos. 

O criatório fica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e é conduzido pelo jovem Thiago de Sousa Vaz, que, com apenas 27 anos e muita vocação para a atividade, tem demonstrado talento para o negócio. 

Na entrevista abaixo, ele revela experiências inspiradoras até para os mais veteranos criadores da raça. 

Como se deu o surgimento do Haras Sousa Vaz?

Foi em 2012. Eu sempre mexi com pecuária e quis empregar mais os cavalos na lida com o gado. Só que a convivência diária com os animais e as amizades que fiz por conta do cavalo me despertaram a vontade de ingressar nesse meio e me tornar um criador de Mangalarga Marchador. 

O que você aponta como primordial para que o HSV deslanchasse?

Na formação do plantel eu contei e ainda conto com a consultoria do Sérgio Goulart. Ele contribuiu demais ao me indicar a égua Querosene da Aldeia, pilar da nossa trajetória.

Hoje o Mangalarga Marchador é a principal atividade econômica da fazenda?

Sim. E tenho muita satisfação ao desenvolver as atividades ligadas ao cavalo.

Quantos animais compõem o plantel? 

Cerca de 200 animais. Destes, 80 receptoras, e o restante dividido entre doadoras, potros e potras, e o nosso garanhão Iate de Alcatéia.

Você é fiel a alguma linhagem tradicional?

Busco o que há de melhor em várias linhagens e estudo os cruzamentos avaliando os pontos positivos e negativos de cada uma delas. Não tenho uma linhagem específica, creio que existem grandes matrilíneas e raçadores nas mais diversas linhagens do Marchador. Esse é o grande desafio e a satisfação de criar. Você faz seus exemplares e aprende a promover a evolução da raça. 

O que você chama de evolução da raça?

Um animal que ofereça marcha, morfologia, temperamento de sela, comodidade, etc. Não é fácil atingir essa excelência, mas é o que desejo, um animal completo, evoluído, melhorado. 

Como você avalia o mercado do Marchador? 

É um mercado que a cada ano mostra em números seu crescimento, algo bastante surpreendente devido à atual situação do país.

Criar na região do Triângulo Mineiro tem algum tipo de particularidade?

Mesmo não sendo o berço da raça ou a Grande BH, na região do Triângulo existem muitos criadores que dedicaram grande parte de suas vidas ao Mangalarga Marchador, criatórios muito tradicionais como Zandonaide, Tras-os-Montes, Capim Velho, dentre outros… Hoje me sinto um privilegiado de conviver, quando possível, com eles e aprender um pouco.

O que é importante para conseguir se sobressair na raça? 

O seu trabalho está impresso nos animais que você produz. É preciso buscar indivíduos de altíssima qualidade, se preocupar com a genética e com a criação dos mesmos. Verificar se aquele animal bom e de genética boa consegue perpetuar qualidades para seus descendentes. É preciso ter muito rigor na seleção. Também é importantíssimo ter uma equipe unida e qualificada para buscar no cavalo o máximo aproveitamento que ele puder oferecer.

Durante os cinco primeiros anos do HSV você optou por não ter garanhão na criação, mas, em 2017, comprou metade de Iate de Alcatéia. Já colheu resultados desse investimento?

O investimento está se diluindo, fizemos nesse ano de 2018 nosso primeiro leilão e estamos participando de leilões de amigos. Estamos no caminho certo na compra e utilização do Iate, pois sua primeira safra agradou muito. O cavalo está encantando na produção. Já temos alguns animais premiados em pista do nosso sufixo, como Estrela H.S.V. e Estampa H.S.V. E também filhos e filhas dele andaram ganhando com outros criadores, como Maraba Legat de Alcatéia, Quixote Indomada, Quixote Iluminada e Quixote Índio. Estamos ansiosos para mostrar essa nova safra da letra F no próximo ano.

Como foi o desempenho do HSV na Nacional de 2017?

Para nós, a Nacional foi mágica. Levamos cinco animais e creio que todos, independentemente de terem subido ou não ao pódio, foram bem apresentados, graças aos nossos peões.

Nas potras:

Donzela H.S.V. foi 2ª parada.

Califórnia H.S.V. participou da “categoria da morte” da Nacional, sendo 2º prêmio.

Nas éguas:

Tezoura DBG se sagrou Campeã Égua Júnior de Marcha e Reservada de Categoria, emoção única, difícil de explicar em palavras. Além disso ela se sagrou Campeã de Marcha CBM 2018 e Campeã de Categoria e ainda Reservada da Raça CBM 2018. 

Ano mágico!

Qual a expectativa para a edição deste ano?

Desta vez, vamos somente com animais de nosso sufixo, tanto montados quanto puxados. Creio que cada Nacional é um aprendizado e essa não será diferente. Espero sempre que os exemplares possam apresentar seu melhor e, caso não aconteça, nenhum problema. O que vale é participar, competir, entrar em pista. Mas é claro que ficaremos na torcida e, se Deus quiser, a nossa Tezoura DBG, que está com o sócio Haras OGT, subirá mais uma vez aquela rampa! 

(34) 99114-0182

Uberlândia/MG