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  • Nome: Haras da Marcha – Fazenda Monjolinho
  • Contato: (11) 98685-6054 / (11) 98182-9696 / (11) 98254-7272
  • Endereço: Itú – SP
  • Site: www.damarcha.com.br
  • E-mail: harasdamarcha@gmail.com
  • Instagram: @harasdmarcha

Haras da Marcha, pioneirismo e referência na seleção de marcha picada em São Paulo

Nosso interesse pela marcha picada começou com nosso próprio desejo de ter um animal com o qual pudéssemos fazer longos passeios. Isto porque, do conhecimento que tínhamos especificamente em São Paulo, sempre acabávamos nos deparando com animais com a finalidade de esporte, como salto, adestramento, entre outros, o que não era nosso principal objetivo.

Em 2014, adquirimos a propriedade e a criação onde se encontra o Haras da Marcha com o objetivo de dar continuidade ao excelente trabalho realizado ao longo desses anos e, em 2016, em consórcio com o Haras Riocon (BA), trouxemos um reprodutor comprovado nacionalmente, o garanhão El Cid do Porto Azul, que já em 2017 começou a nos trazer excelentes resultados. A criação do Haras da Marcha foi iniciada pelo casal Neringa e Hélio Sacchi, que, ao longo de quase 40 anos de criação, teve como foco a marcha picada, característica geneticamente fixada através de cruzamentos dos melhores marchadores da raça. Ao longo de todos esses anos de criação, nosso haras obteve animais muito ativos em sua principal característica, que é a marcha picada, conhecida como o andamento perfeito, adicionada a um temperamento dócil e uma grande inteligência.

O Haras da Marcha produziu campeões nacionais de marcha picada e de provas funcionais, como, por exemplo, Zona da Marcha, Valentina da Marcha, Quota da Marcha, NHS Musa, NHS Mestra, Refém da Marcha, Soneto da Marcha, Vigilante da Marcha, Tibério da Marcha, Zé Pereira da Marcha, e reprodutores como Jagunço da Marcha, Rigoleto da Marcha, Osorno da Marcha, Sátiro da Marcha, NHS Noturno e Haicai da Marcha. Seus inúmeros descendentes são resultado de cruzamentos de éguas das linhagens Angaí e Herdade com Herdade Cristal, Angaí Líder, Charlatão JG, Gaiteiro do Porto Azul, Herdade Caxias e Narciso Marca F.

Fomento e referência na seleção de marcha picada em São Paulo

O Haras da Marcha certamente foi um dos primeiros criatórios do Estado de São Paulo a investir tanto na infraestrutura do haras, adquirindo animais de importantes criatórios de boa marcha, como Angaí e Herdade, investindo em equipamentos como o ANALOC (analisador de locomoção para equinos), realizando o primeiro levantamento de tipagem sanguínea do plantel inteiro da raça e, depois, de DNA, quando este suplantou a tipagem sanguínea, e, tão importante quanto todas estas ações, oferecendo cursos de atualização para seus funcionários, ministrados por importantes profissionais em diversas áreas da equinocultura.

Em São Paulo, sempre houve bastante procura pelos animais de marcha picada por usuários, para equitação de lazer e cavalgadas e, na última década, o mercado dos animais deste andamento se desenvolveu bastante, com o surgimento de novos criadores e o aumento crescente de usuários procurando por estes animais. Além disso, este mercado também engloba provas de marcha, que acontecem em exposições e outros eventos esportivos, ou seja, a grande parte da criação dos animais é voltada para o consumidor final, o que mostra claramente que seguimos no caminho certo do aprimoramento genético em termos de comodidade e docilidade dos animais.

Além disso, o Haras da Marcha contribui continuamente para o desenvolvimento do mercado da marcha picada no Brasil. Recentemente, atendemos a uma solicitação da UNESP-Botucatu para contribuir com pesquisa científica sobre as características genéticas dos dois tipos de marcha do Mangalarga Marchador, por sermos considerados um dos haras mais importantes do Estado de São Paulo. A pesquisa, que tem como objetivo final gerar informações para futuros programas de melhoramento genético, está sendo patrocinada pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e foi realizada no Haras da Marcha através da coleta autorizada de sangue de 40 animais (garanhões e fêmeas) com registro definitivo na ABCCMM.

São Paulo possui importantíssimos criadores. Podemos citar, entre tantos bons exemplos, os haras Enseada, Kafé, Esperança, Himalaia, Tropa Imperial, Candelária, Bosque do Içá e, é claro, o nosso Haras da Marcha. Os criadores de São Paulo, através dos respectivos núcleos regionais, organizam eventos de marcha picada, incentivam novos criadores a optarem por essa modalidade de andamento, e participam ativamente em todas atividades relacionadas, inclusive nos leilões de animais exclusivamente de marcha picada.

O diferencial da marcha picada

A ABCCMM descreve como uma das principais características da raça o transporte cômodo, sem transmitir para o cavaleiro os impactos ocorridos no trote, representado essencialmente pelo tríplice apoio, ou seja, “o momento em que três membros do MM tocam o solo ao mesmo tempo”, atualmente uma característica praticamente exclusiva da marcha picada.

A comodidade proporcionada pelo Mangalarga Marchador de marcha picada se destaca e se mantém como diferencial deste animal. Se falarmos especificamente de funcionalidade, poderíamos questionar se haveria um usuário com preferência por utilizar um animal com características específicas para velocidade em uma cavalgada. Este usuário teria a preferência em percorrer 50 km/dia em um trote elevado, por exemplo? Acreditamos que não, simplesmente pelo fato de se observar as características genéticas de cada animal e valorizá-las, obtendo os melhores resultados possíveis de cada um.

Na Nacional de 2016, os animais de marcha picada representaram 27% contra 73% de marcha batida, o que já foi um considerável aumento em relação aos anos anteriores. Portanto, é de se esperar que, ao longo do tempo, a participação das duas modalidades, picada e batida, vai retomar o equilíbrio, uma vez que os mercados são diferentes e os consumidores de cada uma das marchas são bem definidos e não se confundem, não havendo, portanto, concorrência entre as duas modalidades.

É oportuno relembrar que a principal funcionalidade do Mangalarga Marchador é ser um animal de sela e, sendo de marcha picada, proporciona a comodidade do tríplice apoio, ou seja, possui apoio intercalado entre os apoios laterais e diagonais. Ainda, é importante mencionar que o andamento é determinado neurofisiologicamente, o que significa que a genética é essencial para sua preservação, consequentemente, da raça.

Vale ainda mencionar que estudos comprovam que todos os movimentos de um animal foram reforçados em seus descendentes através da seleção natural, ou, no caso de uma criação, na seleção dos melhores exemplares; é exatamente este o trabalho que o Haras da Marcha fez ao longo dos anos: auxiliou a natureza no aprimoramento da raça e do movimento do Mangalarga Marchador de marcha picada, utilizando seus movimentos naturais.

Gargalo na criação de cavalos

O mercado de animais para cavalgadas, equitação esportiva e de lazer é crescente em todo o mundo. As vantagens e desvantagens na criação de cavalos, de modo geral, estão mais relacionadas à situação econômica do país do que ao tipo de marcha do animal ou a sua funcionalidade, considerando aqui a criação de outras raças. Apesar de o julgamento da marcha picada ter sido indevidamente eliminado anos atrás, e reinserido no regulamento da Nacional de 2004, o mercado se manteve bastante estável, apresentando relativa queda apenas durante a crise financeira enfrentada pelo país.

De modo geral, o mercado de equinocultura sofreu grande impacto com as situações econômica e política do país, com redução de vendas e, consequentemente, aumento de plantel, o que se traduz em maior demanda de mão de obra e despesas (alimentação, cuidados veterinários etc.). Este cenário de crise financeira enfrentado pelo país foi agravado pela crise política, associado ao grande número de animais à venda, observado principalmente através do grande número de leilões diários, ao problema de mão de obra cada vez mais difícil, mais cara e despreparada tecnicamente, e, finalmente, ao constante aumento do custo de manejo, formando o conjunto determinante de dificuldades no mercado.

Ao meu ver, a redução deste impacto está diretamente ligada à criação não confinada e à forma de manejo, que representam menor demanda de mão de obra e baixo risco de doenças e acidentes, por exemplo. Inicialmente, as principais medidas para enfrentar a crise eram a redução de plantel, racionalização de manejo, tentativa de mudança para a criação extensiva e terceirização de treinamento, redução imediata do consumo de ração e mão de obra. Acreditamos ser possível minimizar as dificuldades através de maior divulgação das qualidades e vantagens dos animais de marcha picada e suas características no uso da equitação de lazer, em cavalgadas, eventos esportivos etc., o que se traduz em despertar o interesse do nosso produto para um número maior de usuários e criadores.

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