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  • Nome: Haras El far
  • Proprietário: Magdi Shaat
  • Contato: (31) 3224-6928 / (35) 99808-9509 (fazenda)
  • Endereço: Lavras/MG
  • Site: www.atendimentoelfar.com.br/haras

2017, mais um ano espetacular para o Haras El Far
Haras El Far, sucesso absoluto em todos os campos do Mangalarga Marchador

Pelo quarto ano consecutivo, o Haras El Far é o melhor criador no ranking da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM). O leilão, que levou seu nome e o do parceiro, Haras Cristal PVB, realizado em agosto deste ano, bateu recorde de vendas e teve o maior faturamento na história dos leilões já realizados da raça, arrecadando mais de 11 milhões de reais. Neste mesmo leilão, 25% de Shake Elfar foram vendidos por quase um milhão de reais. Durante a 36ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, foram oito campeonatos nacionais e quatro reservados conquistados por animais de seu sufixo.

  • CAMPEONATOS DE ANIMAIS DE SUFIXO ELFAR CONQUISTADOS NA 36ª EXPO NACIONAL

Res. Campeã Potra Jovem – Carinhosa Elfar

Res. Campeã Potra Maior – Celeste Elfar

Campeão Potro Mirim – Comandante Elfar

Campeã Égua Jovem – Americana Elfar

Campeã Égua Adulta Maior – Valsa Elfar

Res. Campeã Égua Sênior Maior – Uva Elfar

Campeã Égua Graduada – Tigresa Elfar

Campeã Égua Master – Reitora Elfar

Res. Campeã Égua Master – Raíssa Elfar

Campeão Cavalo Adulto Maior – Veludo Elfar

Campeão da Raça Jovem – Comandante Elfar

Campeã da Raça Adulta – Reitora Elfar

  • NÚMEROS DO LEILÃO EL FAR – CRISTAL PVB

Dias 15 e 16 de agosto

Promotores: Haras El Far e Haras Cristal PVB

Convidado especial: Haras Serra Bela

 

Faturamento:

Leilão de embriões e óvulos: RS 2.723.000,00

Leilão de animais: R$ 8.350.000,00

Faturamento total: R$ 11.073.000,00

 

Lotes mais valorizados:

Leilão de óvulos e embriões:

– Sinira do Berma – R$ 120 mil;

– Xangrilá Caxambuense – R$ 120 mil;

– Onda MUG – R$ 100 mil.

 

Leilão de animais:

Shake Elfar (25%): R$ 945 mil

– Nostalgia do Morro Azul (50%): R$ 900 mil;

– Negra da Santa Esmeralda (50%): R$ 930 mil

  • Na contramão de tudo o que o Brasil está vivendo economicamente, seu leilão, juntamente com o Haras Cristal PVB, bateu recorde de arrecadação em toda a história da raça. A que você atribui esse sucesso?

Para o leilão presencial ter sucesso, ele tem uma série de requisitos que devem ser observados. São três pontos básicos principais:

Primeiramente, tem que ter um dono que responda pelo leilão.

O segundo ponto é uma seleção bem feita. Eu e Pedro Venâncio, do Haras Cristal PVB, meu parceiro no leilão, decidimos que faríamos uma seleção de tal forma que só escolheríamos animais que fossem um desejo de consumo meu e dele, e de muitos outros criadores. Esta seleção foi fundamental para fazermos um leilão de sucesso.

O terceiro ponto é uma visita pessoal. A seleção tem que ser feita pelos próprios donos. Nós vamos aos haras da seleção, dos amigos, para escolher os animais pessoalmente. Nenhum animal foi incluído no leilão somente através de uma ligação ou por indicação de alguém. A presença dos donos do leilão é fundamental na hora de fazer a seleção. Pedro e eu dividimos esta tarefa. Às vezes fomos juntos, às vezes fomos sozinhos, porque o Brasil inteiro é muito grande. Foi uma maneira de fazermos a seleção rapidamente e da melhor forma possível.

A partir daí, fazemos um convite pessoal aos amigos. Pegamos no telefone, ligamos, convidamos um por um. O resultado foi a presença maciça de pessoas no leilão. Para se ter ideia, o leilão de embriões teve mais de 600 pessoas no recinto. Eu nunca havia visto um leilão com tantas pessoas presentes. E o leilão de animais bateu quase 700 pessoas. A presença maciça de amigos e companheiros que curtiram o leilão propiciou uma festa extraordinária para a raça Mangalarga Marchador.

  • Por que a escolha do Haras Cristal PVB como parceiro neste evento?

Fizemos uma viagem juntos para a Bahia e, na volta, chegando a Belo Horizonte, fomos almoçar juntos. Entre um copo e outro de vinho, o Pedro me chamou para fazermos um leilão juntos e eu disse: “vamos”. Eu já estava muito alegre, feliz, satisfeito, e ele também. Abraçamos a causa e foi decidido que faríamos o leilão juntos. Foi um leilão de dois amigos que se respeitam mutuamente. Dois criadores de destaque na raça Mangalarga Marchador que se uniram para fazer esta grande festa. E deu tudo certo.

  • Vocês pretendem fazer outro?

Não em 2018. O projeto é fazer este leilão de dois em dois anos. Está programado para 2019, mas ainda não tem data certa.

  • Vai manter a parceria?

Claro, parceria de sucesso não pode acabar.

  • Shake Elfar foi recorde de venda, sendo que somente 25% dele foi vendido a quase 1 milhão de reais. Quais as características deste animal e o que você espera desta parceria com o comprador?

Primeiramente, vamos falar de genética. Shake é um filho do Akron, que é filho da Lislie Edu. Ou seja, é neto da Lislie Edu, uma das grandes éguas da raça Mangalarga Marchador que eu conheço. Obviamente existem outras, mas ela é uma égua de genética extraordinária. A mãe de Shake é a Lambada da Caatiba, que foi cinco vezes campeã de marcha e de categoria. Então, é uma égua excepcional. E ele é um indivíduo que realmente soma caracterização racial e andamento. Como indivíduo, ele é um animal espetacular. Na única Nacional da qual participou, ele foi o primeiro parado, mas na hora de andar, faltando duas voltas, ele sentiu, mancou e tivemos que tirar da pista. Então resolvi não levar mais a exposições, porque ele é um animal que eu gostaria que ficasse na reprodução. Quando começou a ter sua produção, a prole começou a se destacar. Os filhos que estão nascendo são indivíduos de caracterização racial extraordinária, em beleza e andamento. Ele acrescenta tudo. Com isso, virou desejo de consumo de muita gente e o resultado nós vimos no leilão. E quem comprou foi meu parceiro no leilão, Pedro Venâncio. É uma grande parceria que só vem somar no condomínio.

  • Falando sobre genética, sabemos que durante um tempo você foi comprando animais campeões até que chegou um momento em que percebeu que precisava direcionar a seleção para animais de genética comprovada. Como você percebeu que era hora de mudar o foco da seleção?

Eu entrei na raça como todo criador entra. Eu era um criador novo, conhecia pouco da raça e fui aprendendo ao longo dos anos até chegar ao ponto que cheguei. O primeiro momento, logo que o criador entra na raça, é de investimento em aquisição de animais. Tive a preferência por algumas éguas para atuarem como doadoras e outras para pista. Todo criador novo entra como expositor. Mas chega um momento que a gente visualiza o andamento, o cavalo de sela, o cavalo marchado. Quando isso aconteceu, eu mudei. Investi mais nestes animais de sela, especialmente na genética do Sul de Minas. Então, se olhar a nossa tropa hoje, mais de 90% dela é sul-mineira. Fomos fazendo cruzamentos, adequando, até acertar e chegar ao ponto no qual chegamos hoje. É um trabalho criterioso, temos que visitar os amigos, ver o que eles estão fazendo, para que possamos comparar, inclusive em pistas, o que está acontecendo e, assim, fazermos uma avaliação. O objetivo final é e sempre foi o cavalo de sela.

  • Falando sobre o Sul de Minas, o que você aprendeu nos criatórios da região?

A simplicidade do criatório, a rusticidade do animal, a forma de criar e o cruzamento certeiro. Eles pensam em todos os cruzamentos. É impressionante! As pessoas de lá, sejam de criatórios grandes ou pequenos, têm um acerto alto no cruzamento. Todo ano tem animal extraordinário em cada haras de seus amigos. Tem ano que que não é tão bom, mas sempre tem qualidade. O que eu sinto no Sul de Minas é falta de mão de obra qualificada para atender a todo mundo.

  • A influência do Sul de Minas foi fundamental para o criatório El Far?

Sem dúvida. Mais de 90% da minha tropa é sul-mineira. Esse é o trabalho que eu tenho feito, buscando a genética para produzir animais de sela.

  • Há quanto tempo você tem feito esse trabalho de seleção?

O sinal para mim, para eu começar o trabalho de seleção visando a marcha, foi quando o ex-presidente da ABCCMM, Alexandre Miranda, fez a seletiva pela marcha. Foi neste momento que eu fiz uma mudança radical na tropa. Ali eu comecei a ver que o cavalo tem que ser um animal de sela e comecei a fazer meu trabalho de seleção norteado pela busca por animais de marcha.

  • Podemos afirmar que os sangues mais presentes nos animais Elfar são o JB e o Favacho?

Basicamente JB e Favacho, mas muito mais Favacho do que JB. Eu tenho animais extraordinários JB, animais extraordinários Favacho. Inclusive, eu sou sócio na empresa Favacho, da qual faz parte o Pedro Venâncio, o Mário Lúcio e a família Favacho. Mas se tiver um animal extraordinário de uma outra linhagem, de sela e que produz, eu não tenho restrição nenhuma. É essa salada de frutas que eu adoro.

  • Faz quatro anos que o Haras El Far aparece no ranking da ABCCMM como melhor criador. Como é o desafio para se manter neste patamar?

Para se chegar neste ponto são vários os passos principais. Além da seleção e da aquisição de animais de alta qualidade genética, é necessário um manejo extraordinário dentro de casa e tem que ter mão de obra qualificada. Além do mais, tem que ter a gestão de tudo isso. O trabalho é árduo, eu fico ligado o tempo todo. Formei grupos com as pessoas responsáveis por cada setor do haras nos falamos o tempo todo. As partes de veterinária, TE, clínica, treinamento. Conversamos de 7 horas da manhã até 10 horas da noite. Devido a minha atividade profissional, é impossível estar presente o tempo todo, mas eu me esforço para estar presente o maior tempo possível. Criar os grupos foi uma forma que eu encontrei nesses últimos dois anos para acompanhar melhor tudo o que acontece no haras.

  • Quantos embriões você produz por ano?

Eu já cheguei a produzir 350. Mas hoje tem um fator limitante de produção de embrião, que são as receptoras. É difícil, porque você acha, compra, mas não atende. No ano passado foram 150, não produzimos mais por falta de receptoras.

  • Muitos criadores buscam alternativas para comercialização de cavalos, além dos leilões.  Você comercializa seus animais de outras formas? Como os criadores poderiam “fugir”dos leilões para viabilizar a venda de seus animais?

Existem várias formas. Há mais de sete anos eu comecei o Shopping Elfar, que é um dia de campo que nós fazemos. Eu fui um dos primeiros a fazer isso. Esta é uma forma extraordinária para vender cavalos de sela para pequenos e médios criadores. Existe o leilão on-line, além dos leilões virtuais, via televisão. Estes, eu acho que precisam de um pouco mais de critério, de uma seleção mais rigorosa, precisam ter um dono. Quando o leilão tem dono, leva o nome do criatório, as pessoas que têm vontade de ter um animal daquele criatório buscam este leilão. O leilão que não tem dono, que reúne várias pessoas sem seleção adequada, dificilmente terá um bom retorno. Por isso, eu acho que leilão virtual tem que ter o nome de um criatório de referência para ter sucesso. Além dos leilões presenciais, que são leilões de elite.

Outro dia, eu participei de um leilão de uns amigos em Lavras, que foi feito através da união de quatro criadores e que foi um sucesso. Foi o segundo ano, dois dias de leilão, dentro de Lavras. Venderam os embriões e os animais a um preço acessível. É um outro padrão de leilão presencial, simples, objetivo, agradável, entre amigos, isso facilita tudo.

  • Algumas pessoas acreditam que o Mangalarga Marchador está vivendo o ápice da raça. Você acredita nisso?

A raça já vem crescendo há vários anos. Quando eu assumi a presidência da ABCCMM, em 2008, a associação tinha aproximadamente 2.800 associados. Quando encerrei minha gestão, em 2015, esse número já se aproximava dos 12.500. Hoje parece que está bem próximo de 15.000. A raça deu um salto muito grande quando mostramos para o mundo que o nosso cavalo é o melhor cavalo de sela do mundo. Antes, isso só era falado, não era mostrado. Não praticávamos o que falávamos. Até que mudamos a parte de julgamento e regulamento voltado para o cavalo de sela mesmo, cavalo marchado, dissociado, caracterizado. Mas, para continuar a crescer, tem que atender a algumas demandas. A divulgação é fundamental, é preciso colocar esse cavalo na mídia. Ninguém vai saber sobre um produto de alta qualidade se ele estiver escondido. Outras demandas básicas são a mão de obra, que é um dos principais gargalos da raça, e o custo para criar cavalo, que é alto em qualquer raça. Eu acho que a raça está em um momento extraordinário, tem seis anos mais ou menos que está assim. E tem que manter esse ritmo, manter a divulgação, mostrar para o mundo inteiro.

  • Falando sobre mostrar o cavalo para o mundo inteiro, em sua gestão à frente da ABCCMM, você buscou fortalecer o mercado externo. Entretanto, existem as barreiras sanitárias que limitam a exportação do cavalo para outros países. Quais as opções encontradas para manter o crescimento da raça no exterior?

Durante minha gestão, nós focamos nos mercados interno e externo. Para crescer de dois mil para doze mil associados, o crescimento no mercado interno brasileiro tem que ter sido enorme. Buscamos criar associações em várias regiões do mundo. Nos EUA já tinha uma associação, então demos mais suporte técnico. Fundamos a Associação Europeia, na Alemanha, e a Associação Italiana, na Itália. Também na Argentina, mas, por problemas com a economia local, o projeto ficou paralisado.

As barreiras sanitárias complicadas existem, o mormo na Europa e a babésia nos EUA. A opção encontrada foi exportar sêmen e embrião congelados para fortalecer o Mangalarga Marchador no exterior. Fizemos um convênio com a Apex durante dois anos; eles investiram dois milhões de reais e foi um projeto extraordinário de divulgação da raça na Europa e nos EUA.

Os núcleos no exterior precisam de apoio técnico, não precisam de apoio financeiro. Por exemplo, em um concurso de prova funcional, enviar um árbitro daqui para julgar, dar aulas,  ensinamentos, isso é fundamental para a associação manter o interesse lá fora. Além disso, incentiva a venda de óvulos e sêmen congelados.

É fundamental divulgar o cavalo no mercado externo. A concorrência do cavalo de marcha lá é muito grande. Passo Fino, Passo Peruano, American Saddle Horse, Tenessee Walker, mas que nem chegam perto do nosso cavalo, tanto picada como batida.

  • Quais as expectativas e os projetos para o ano que vem?

Manter o trabalho que está sendo feito atualmente, continuar com os investimentos, melhorar o manejo interno e manter, no mínimo, o nível no qual chegamos no ano passado. Não é fácil fazer uma tropa que chegue à Nacional. Isso exige uma dedicação muito grande de toda a equipe e todo o suporte que pudermos dar para chegarmos preparados para a exposição.

  • Você é natural de outro país. O que você trouxe da cultura do seu país de origem para sua seleção?

Eu sou muito mais brasileiro do que muito brasileiro. Sou naturalizado, eu quis ser brasileiro.

Meu avô era criador de cavalo árabe e ele tinha amigos que eram grandes criadores e, entre eles, estava um dos maiores criadores do mundo. O cavalo árabe tem três linhagens básicas: a egípcia, a polonesa e a americana. Este amigo do meu avô tinha 200 doadoras e 20 garanhões. As 200 doadoras eram de várias famílias destas linhagens básicas. O mesmo com os garanhões. E ele fazia os cruzamentos e sempre falava que ficaria mil anos sem consanguinidade. Eu copiei o modelo dele. Tenho 200 doadoras e 40 garanhões. Acredito que tudo o que eu aprendi com eles foi um ensinamento muito grande para fazer este trabalho de genética no Mangalarga Marchador. O cavalo deles tem outra função, para enduros, alta resistência, mas eles faziam um trabalho baseado na genética e eu aprendi a fazer a mesma coisa aqui, quando eu comecei a criar o Mangalarga Marchador. Muita gente me chamou de louco. O resultado está chegando agora. Foi a aprendizagem que eu trouxe de lá comigo.

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