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  • Nome: Fazenda São Jeronimo
  • Proprietário: Jayme Eduardo da Silva Teles
  • Contato: (43) 3582-1108/ (11) 3885-3246
  • Endereço: Santa Mariana / PR
  • Email: tellesjayme@terra.com.br
  • Site: www.linhagem53.com.br

Fazenda São Jerônimo
Amor pela criação aliado à troca de experiências e sabedoria

Já ouviu naquele ditado que ‘rio corre para o mar’? No caso da história da Fazenda São Jerônimo, ele parece fazer muito sentido. O criatório fica na cidade de Santa Mariana, no Norte do Paraná, mas o início da criação se deu em São Paulo, dentro da Fazenda Rio Pardo.
Jayme Telles e sua esposa, Flávia Junqueira Netto, são os proprietários da São Jerônimo. Ele, desde criança, já se envolvia com cavalos na fazenda de seus avós em Araras-SP e era fascinado! Ela, descendente de uma família com tradição secular na criação do autêntico Mangalarga.

Casaram-se e uniram mais do que a paixão pessoal. Levaram para a vida, juntos, o gosto pelo cavalo.

Na entrevista com Jayme Telles, a seguir, vamos conhecer um pouco da história e do trabalho de seleção do criatório.

Uma figura extremamente instigante, que nos presenteia com memórias, recortes e documentos colecionados e guardados com sabedoria, cuidado e, acima de tudo, muito amor. Uma breve conversa com ele se transforma em uma deliciosa aula sobre a linhagem 53 e as características mais autênticas do nosso cavalo Mangalarga Marchador.

É o que podemos conferir na seguinte entrevista com o criador:

  • Como começou a se interessar por cavalos?

Sempre gostei de cavalos e me interessei pela criação. Montava na fazenda dos meus avós. Quando comecei a namorar minha esposa, ela pediu que eu desse continuidade à criação dos antepassados dela. Foi uma época muito difícil, momento de transição para o Mangalarga Marchador da tropa 53. No Mangalarga Paulista, esta tropa já não tinha mais espaço, apesar de ter sido uma das bases formadoras dos animais de São Paulo. Com a ajuda do técnico Mário de Castro Andrade, que já conhecia a 53, Carlos Junqueira Netto e Haroldo Junqueira Netto transferiram a tropa para o Mangalarga Marchador, no que foram seguidos por outros membros da família. Neste momento difícil de mudanças, comecei a me envolver com Mangalargas Marchadores, mais especificamente com a tropa 53.rá por satisfeita.

  • Quais os primeiros animais adquiridos e como foi o início de sua criação?

O primeiro exemplar adquirido foi Imã 53 (Zulu 53 x Sabina 53), em um leilão da linhagem 53, em 1982. Este cavalo, além de genética impecável, transmitiu muito andamento para suas filhas. Pena que, relativamente novo, ficou infértil. Nesta mesma oportunidade, também comprei a égua Farda 53, uma tordilha filha de Nitrato. Depois vieram mais duas filhas de Zulu, do criatório do saudoso criador Haroldo Junqueira Netto, que gentilmente colaborou muito com a formação da minha tropa. Até este momento, criava na fazenda de Lalo, meu sogro, em Jaborandi-SP. Quando transferi este início de tropa para a Fazenda São Jerônimo, em Santa Mariana, Norte do Paraná, ele me deu quatro éguas: Oklahoma 53 (Zagucho de Passatempo x Jarina 53), Pantera 53 (Zagucho de Passatempo x Divina 53), Orquídea 53 (Quartel 53 x Fábula 53) e Kinshasa 53 (Bataclan 53 x Guiné 53). Logo de cara, a Pantera morreu de tétano. Deste modo, dei início à criação com estas poucas éguas e com Imã 53.

  • E com relação aos cavalos? Quais usou?

Pelo fato de ter a sorte de ser genro de Lalo, os cavalos praticamente eram usados de maneira comum, servindo em Jaborandi e no Paraná, dependendo da genética mais apropriada para as éguas que seriam cobertas. Após Imã 53, usei o Tabaco 53 (Bataclan 53 x Nandaia 53), cavalo muito bom de estrutura que produziu éguas muito fortes e bem conformadas. Também usei o Gaiato 53 (Tabaco 53 x Orquídea 53), um potro que nasceu em casa, que hoje está servindo em Jaborandi. Posteriormente, usei o Violino 53 (Jacarandá 53 x Loura 53), animal que praticamente fez minha base de éguas e que, hoje, com cerca de 22 anos, está no Haras Lago Negro, do amigo João Roma. Por alguns anos, fiquei com Vesúvio 53 (Barão 53 x Lia 53), que também produziu muito bem, deixando boa quantidade de éguas no meu plantel. Após isso, por necessitar da linhagem Canário, para fugir da consanguinidade, usei Canário G 53 (Quartel 53 x Begônia 53) e finalmente Gaipo 53 (Quartel 53 x Ninfeta 53).

  • Que cavalos estão servindo no momento?

Este ano, estou trabalhando com três reprodutores: Dali 53 (Vesúvio 53 x Quênia 53), Nitrato da Nova Tradição (Quartel 53 x Folia da Nova Tradição) e Lampejo 53 (Vatapá 53 x Hera 53). Como podem notar, estou trabalhando com três linhas de sangue. Dali 53, na linha alta, vai no Nitrato 53. Nitrato da Nova Tradição é Canário na linha alta, com uma abertura JB na linha baixa. Lampejo 53 vai a Amendoim na linha alta e, na linha baixa, é Vesúvio, ainda tendo uma avó filha do Quartel 53. O Lampejo, além de ter um andamento muito bom, beleza e genética, tem as três linhagens da 53 em seu pedigree. É o que eu estou buscando no momento.

  • Para finalizar, o que pretende na sua criação?

Estou com cerca de 40 éguas em cobertura, o que considero um bom número para manter a qualidade, e tenho bons reprodutores à disposição. Creio que temos que continuar criando sem inventar, buscando alguma abertura de sangue e produzindo o que os amantes da 53 desejam, ou seja, consistência genética, estrutura diferenciada, rusticidade, funcionalidade. Caso consiga, junto com a minha mulher e meus descendentes, manter estas qualidades por mais 115 anos, acho que a família toda se da

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Santa Mariana / PR